Sobre o livro “Gabinete Digital: análise de uma experiência”

18718971Criado em maio de 2011, o Gabinete Digital é um canal de participação e diálogo entre a sociedade civil e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Ligado à Secretaria-Geral de Governo, busca permitir que os cidadãos influenciem na gestão pública e exerçam maior controle social sobre o Estado através de mecanismos inovadores relacionados às novas tecnologias de informação e comunicação.

Confesso que fui levemente enganado pelo título. A princípio, acreditei que o livro seria, de fato, uma análise sobre o Gabinete Digital: como foi pensado, organizado, desenvolvido e aberto para o público, seus erros, acertos e os futuros passos dentro da experiência. No entanto, os diversos artigos presentes na publicação tratam não só do GD – e os que tratam o fazem de uma forma pouco específica –, mas também dos assuntos em que o Gabinete está inserido, como a democracia digital e as formas de participação pública na Internet. É importante contextualizar, mas a falta de uma amarra entre os capítulos (ainda que artigos distintos) e a ausência de uma análise mais profunda sobre o GD em si podem frustrar um pouco aqueles que gostariam de usar a experiência do Rio Grande do Sul como base para novos projetos.

Como o GD tem como prática a fidelidade ao conhecimento livre e compartilhado, deixo a sugestão de que o livro, assim como já ocorreu com os códigos desenvolvidos para o portal, também seja disponibilizado em forma crua (é possível fazer o download gratuito do livro). Há uma série de pequenos erros de digitação e revisão que poderiam ser totalmente solucionados de forma colaborativa.

Remote, o novo livro da 37signals

A 37signals, responsável por produtos como o Basecamp, Campfire e também pelos livros Getting Real (gratuito em PDF) e Rework, está lançando Remote, que mostra os porquês e os comos de se trabalhar de maneira distribuída.

Quase 70% dos 39 funcionários da 37signals trabalham, remotamente, das mais variadas partes do mundo – não tão variadas assim, América do Norte e Europa basicamente, mas enfim. Eles não tem horários restritos, não precisam se deslocar até o escritório, muito menos se vestir formalmente. O tempo que seria gasto com tais tarefas é usado de forma livre, como os funcionários desejarem.

Como li e gostei muito das duas publicações anteriores, já aguardo ansiosamente a minha cópia.