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A vida, o universo etc

Oswaldo Oliveira entregou a experiência

A gente recebe a vida e entrega a experiência. Essa que é a nossa relação com o universo.

E a gente vem programado pra viver uma experiência que vai gerar uma entrega pro universo única. Que só a gente, por ser único, vai ter aquela experiência de vida.

É meio como se o universo falasse assim: “Olha, tamo precisando de você. Você precisa ir lá pra, com essa configuração, viver tal coisa e incorporar esse aprendizado em nós”. O universo aprende através da gente.

A hora que você você tá deconexo disso, você tá desconexo do universo.

Conheci o Oswaldo através de uma oficina que ele deu em Curitiba, e compartilhei um pouco sobre o que aprendi com ele em dois momentos. As palavras e os conceitos às vezes demoram pra fazer sentido, tamanha a abstração necessária, mas espero que os textos ajudem a entender um pouco da ideia por trás desse empreender-se em rede:

Oswaldo, que faleceu há poucos dias, foi uma grande inspiração para diversas pessoas e projetos. Foi embora, mas entregou sua experiênca. E como ele disse em outra oportunidade, “e assim a vida segue, tendo como única constante a transformação”.

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Para compartilhar, parte 1

Sharing is caring, na falta de uma boa tradução para o português. É importante que conteúdo de qualidade circule do lado de fora desse condomínio chamado Facebook.


Liberais além da economia

Joel Pinheiro da Fonseca é um economista e filósofo liberal que, diferente dos outros que se rotulam assim (alô, MBL), faz neste vídeo comentários esclarecedores sobre o que é ser liberal além do espectro econômico. O seu canal no YouTube também está recheado de conteúdos interessantes sobre o cenário político atual.

Cota parlamentar

A galera da Operação Serenata de Amor explica, neste texto, um pouco mais sobre a cota parlamentar, por que ela é necessária e, o mais importante, por que ela precisa ser fiscalizada de perto a fim de evitar o mau uso do dinheiro público.

Uma reportagem do Fantástico explicou como a Serenata de Amor funciona. E se você se interessa por código, não deixe de visitar o repositório do grupo no GitHub.

Vida e obra de mim mesmo

Há amigos que dizem que nada melhor para um humorista do que viver em uma época ridícula. Eu penso o contrário. Nada pior do que ter a competição com a realidade. É impossível competir quando há uma eleição para presidente em que uma das opções pode ser o Doctor Rey.

O Almanaque Brasil entrevistou Ricardo Coimbra, cartunista e ser negativo, sobre política, influências e sua facilidade em passar pro papel os piores lados da esquerda e da direita.

Por sinal, o site do Almanaque Brasil, feito com o WordPress.com, foi uma boa descoberta!

Kurt Cobain e Dave Grohl em pequeno show acústico

Que coisa maravilhosa. O vídeo original foi derrubado, mas já está disponível em alguns outros links.

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Antigos direitos no Brasil atual

Em seu livro O povo brasileiro, Darcy Ribeiro explica sobre a criação de nosso país, nosso processo sociocultural e como os mais variados brasileiros, do caboclo ao sertanejo, ainda dão forma ao povo que vive aqui.

Ribeiro também faz questão de exemplificar, em diversos momentos, como ações tomadas séculos atrás ainda repercutem negativamente em nossa sociedade. E principalmente, como aquilo que antigamente víamos como “direito” segue sendo clamado como tal até hoje.


José Honório Rodrigues cita uma quadra, cantada em 1823 pelos insurgentes de Pernambuco, que opunha os marinheiros (reinóis) e caiados (brancos) aos pardos e pretos:

Marinheiros e caiados
Todos devem se acabar
Porque os pardos e pretos
O país hão de habitar

O país já habitavam; sua aspiração era mandar. Era refazer a ordenação social segundo seu próprio projeto. É fácil imaginar e está bem documentado o pavor pânico provocado por essas expressões de insurgência dos pretos e dos pardos, ensejadas por sua participação nas lutas políticas. As classes dominantes viam nela a ameaça iminente de uma “guerra de castas” violenta e terrível pelo ódio secularmente contido que faria explodir na forma de convulsões sociais sangrentas.

E, a seus olhos, tão mais terrível porque qualquer debate ou redefinição da ordem vigente conduziria, fatalmente, a colocar em questão as duas constrições fundamentais: a propriedade fundiária e a escravidão.


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Se o iFood fosse o universo, o Rio de Janeiro seria uma promoção de Hot Philadelphia

Não é possível uma parada dessa.

hot-carioca

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México: um mapa com dicas de amigos e amigas para se conhecer o país

O mapa abaixo lista algumas dicas sobre lugares para se conhecer no México. A maior parte desses lugares fica na península de Yucatán, então a concentração de praias, ilhas e cenotes é grande. Clicando nos pontos, é possível ver links que levam a sites que falam da cidade ou do ponto turístico em questão.

Vou tentar manter o mapa em constante atualização. Assim ele fica disponível como referência para quem, como eu, tá querendo conhecer o país.

Posts relacionados

Aqui, vou tentar listar textos que escrevi sobre os lugares por onde passei. Espero que eles ajudem. 🙂

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“Colocando de forma mais clara: o desejo por segurança e o sentimento de insegurança são a mesma coisa. Prender a respiração é perder a respiração. Uma sociedade baseada na busca da segurança não passa de uma competição de prender a respiração, na qual todas as pessoas estão tão tensas como um tambor e tão roxas como uma beterraba.

Alan Watts, em The Wisdom of Insecurity: A Message for an Age of Anxiety

Virada Cultural: A vocação de SP para erguer muros separando ricos e pobres

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A alma encantadora das ruas

A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas.

João do Rio, como ficou conhecido João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, foi um escritor brasileiro conhecido pelos contos, concentrados nos primeiros anos de 1900, que tratavam da sociedade e, especialmente, do Rio de Janeiro e seus cidadãos.

Em A alma encantadora das ruas, o autor extrai do Rio de Janeiro do início do século XX aquilo que representa o seu cerne: a rua e seus personagens. O autor a glorifica e descreve esse universo – mercadores a gritar, pintores e estivadores, vagabundos e ladrões, os chineses e seu ópio, prostitutas e pedintes –  de uma forma tão atual que, não fossem os parágrafos rebuscados, seria possível imaginar seus textos sendo escritos dias atrás.

É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. Do alto de uma janela como Paul Adam, admira o caleidoscópio da vida no epítome delirante que é a rua; à porta do café, como Poe no Homem da multidão, dedica-se ao exercício de adivinhar as profissões, as preocupações e até os crimes dos transeuntes.

O flâneur é o bonhomme possuidor de uma alma igualitária e risonha, falando aos notáveis e aos humildes com doçura, porque de ambos conhece a face misteriosa e cada vez mais se convence da inutilidade da cólera e da necessidade do perdão.

Eu fui um pouco esse tipo complexo, e, talvez por isso, cada rua é para mim um ser vivo e imóvel.

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Colônia do Sacramento, Uruguai
Colônia do Sacramento, Uruguai

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Mimimi

Quando você rotula algo como mimimi, você faz isso porque já tentou se posicionar dentro da questão abordada ou, na real, só usa a expressão como um eufemismo para “eu tenho preguiça de / não tenho interesse em tentar entender outro ponto de vista”?
 
Sendo a segunda alternativa correta, você pode trocar o mimimi por calar a boca e assumir que pouco lhe importam os motivos alheios. Além de mais honesto, é show de bola ficar quieto em assuntos que não dominamos nem queremos dominar.
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O jardim das delícias terrenas

Um passeio interativo pelo Jardim das Delícias Terrenas, de Hieronymus Bosch. A jornada pelo tríptico (O jardim do Éden, O jardim das delícias terrenas e O Inferno, respectivamente) é magnífica e cheia de pequenos detalhes, imagens extras, vídeos e sons que emulam a parte da obra vista no momento.