Santos Dumont, João Gilberto e Rio de Janeiro

Decolar e pousar no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, é tão lindo que transformei uma gravação de quase 14 minutos, feita com meu celular, neste pequeno vídeo. Na trilha, Vivo sonhando, a música de Tom Jobim que fecha o disco Getz/Gilberto, de 1964. 🖤

Para compartilhar #5: Bourdain, Rio de Janeiro e infográficos sobre o ritmo de clássicos brasileiros

How to Live, According to Anthony Bourdain

We are, after all, citizens of the world—a world filled with bacteria, some friendly, some not so friendly. Do we really want to travel in hermetically sealed popemobiles through the rural provinces of France, Mexico, and the Far East, eating only in Hard Rock Cafés and McDonald’s? Or do we want to eat without fear, tearing into the local stew, the humble taqueria’s mystery meat, the sincerely offered gift of a lightly grilled fish head? I know what I want. I want it all. I want to try everything once.


Um apanhado de pequenas citações de Anthony Burdain sobre alimentação, viagens e diferentes perspectivas para a vida.


Meet Rio de Janeiro’s Sandcastle King Who Has Avoided Rent for 22 Years

A história de Marcio Mizael Matolias, também conhecido como Rei Marcio, que mora dentro do seu castelo de areia na Barra da Tijuca.


O ritmo e o estilo de diferentes obras literárias brasileiras

Jorge Amado, Clarice Lispector, Machado de Assis: o fluxo e o ritmo da escrita de diversos autores brasileiros.


Há 40 anos, roubaram uma rua em Botafogo

Assim, o caminho deixou de ser uma continuação da atual rua Nelson Mandela e passou a ser um canteiro de obras para a construção do metrô, que durou de 1975 até 1978 – o metrô foi inaugurado apenas em 1981. O canteiro era formado por dois terrenos, ao lado, e a antiga rua, que espremida no meio deles, nem tinha uma extensão tão grande: cerca de 100 metros. Era para ser um percalço temporário. Os moradores do bairro atravessam um hortifrúti em um prédio vizinho para passar a quadra. O metrô ficou pronto, e nada da rua voltar a ser rua.


Guitarist Has Brain Surgery, and Strums All the Way Through

The technique, known as “awake craniotomy,” allows doctors to operate on delicate areas of the brain — like the right frontal lobe, the site of Mr. Manzini’s tumor — without causing damage. Presumably, had he hit a wrong note, it would have been an immediate signal for the surgeons to probe elsewhere.

Este é um post da série “Para compartilhar”, que conta com leituras e dicas interessantes.

Veja todos os posts da série.

A alma encantadora das ruas

A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas.

João do Rio, como ficou conhecido João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto, foi um escritor brasileiro conhecido pelos contos, concentrados nos primeiros anos de 1900, que tratavam da sociedade e, especialmente, do Rio de Janeiro e seus cidadãos.

Em A alma encantadora das ruas, o autor extrai do Rio de Janeiro do início do século XX aquilo que representa o seu cerne: a rua e seus personagens. O autor a glorifica e descreve esse universo – mercadores a gritar, pintores e estivadores, vagabundos e ladrões, os chineses e seu ópio, prostitutas e pedintes –  de uma forma tão atual que, não fossem os parágrafos rebuscados, seria possível imaginar seus textos sendo escritos dias atrás.

É vagabundagem? Talvez. Flanar é a distinção de perambular com inteligência. Nada como o inútil para ser artístico. Daí o desocupado flâneur ter sempre na mente dez mil coisas necessárias, imprescindíveis, que podem ficar eternamente adiadas. Do alto de uma janela como Paul Adam, admira o caleidoscópio da vida no epítome delirante que é a rua; à porta do café, como Poe no Homem da multidão, dedica-se ao exercício de adivinhar as profissões, as preocupações e até os crimes dos transeuntes.

O flâneur é o bonhomme possuidor de uma alma igualitária e risonha, falando aos notáveis e aos humildes com doçura, porque de ambos conhece a face misteriosa e cada vez mais se convence da inutilidade da cólera e da necessidade do perdão.

Eu fui um pouco esse tipo complexo, e, talvez por isso, cada rua é para mim um ser vivo e imóvel.