Categorias
A vida, o universo etc Leituras

Como educar crianças feministas

Ensine-a que se você criticar X em mulheres mas não criticar X em homens, então você não tem um problema com X, mas sim um problema com mulheres.


Há nove anos, quando soube que um amigo meu ia ter um filho, dei um livro de presente para ele. Rules for My Unborn Son, ou “Regras para meu filho que ainda não nasceu” em tradução livre, possui conselhos maravilhosos mesclados com algumas poucas cagações de regras datadas e levemente preconceituosas. Essa constatação só vem com o tempo, e que bom que o pensamento evolui com as mudanças na nossa sociedade. Lembrei dele quando comecei a ler o pequeno livro de Chimamanda Ngozi Adichie chamado Para educar crianças feministas: um manifesto.

Adichie, ao ser indagada por uma amiga querendo dicas para criar sua filha de uma forma feminista, escreveu uma carta com quinze conselhos. Posteriormente, estes conselhos viraram um livro que fala de sociedade, de igualdade, e da nossa participação no questionamento dos aspectos culturais que nos envolvem.

Ainda que seja escrito com uma pequena menina na cabeça, Para educar crianças feministas: um manifesto é feito para todas as crianças, para pais e mães e, principalmente, para todas as pessoas que queiram fazer parte de um mundo melhor.

O vídeo abaixo complementa tudo que Adichie expressou no livro:

Categorias
Leituras

Stoner, de John Williams

“Em seu quadragésimo terceiro ano, William Stoner aprendeu o que outros, muito mais jovens que ele, haviam aprendido antes dele: que a pessoa a quem se ama no começo não é a pessoa que enfim se ama, e que o amor não é um fim, mas sim um processo através do qual uma pessoa experimenta conhecer outra.”

Stoner
Categorias
A vida, o universo etc Leituras

Sete anos no Tibet

Embora eu tenha aprendido, na Ásia, como meditar, a resposta final para o enigma da vida não foi concedida a mim. Porém, pelo menos aprendi a contemplar os acontecimentos da vida com tranquilidade e não me deixar ser arremessado para frente e para trás pelas circunstâncias em um mar de dúvidas.

Em Sete anos no Tibet, o austríaco Harrer conta um pouco de seu caminho, iniciado ao ser feito prisioneiro de guerra na Índia, durante a segunda guerra mundial, e só finalizado após a invasão ao Tibet pelo exército comunista chinês em 1950. Fugitivos de uma série de campos, Heinrich e alguns companheiros – aqui, principalmente Peter Aufschnaiter – seguiram Tibet adentro com o objetivo de encontrar exílio no país, então neutro. Vila após vila, conhecendo pessoas, estudando a língua, fugindo de ladrões, fazendo amizade com iaques e forjando vistos, os dois amigos atravessaram o Himalaia e alcançaram Lhasa, a capital sagrada. É incrível constatar que, seis anos depois do início dessa jornada, Harrer se tornaria tutor e um grande amigo do décimo quarto Dalai Lama.

Um livro como Sete anos no Tibet, contado de forma tão simples, tão calma e apaixonada, faz reacender a vontade de viajar por aí.

Categorias
A vida, o universo etc Leituras

Remote, o novo livro da 37signals

A 37signals, responsável por produtos como o Basecamp, Campfire e também pelos livros Getting Real (gratuito em PDF) e Rework, está lançando Remote, que mostra os porquês e os comos de se trabalhar de maneira distribuída.

Quase 70% dos 39 funcionários da 37signals trabalham, remotamente, das mais variadas partes do mundo – não tão variadas assim, América do Norte e Europa basicamente, mas enfim. Eles não tem horários restritos, não precisam se deslocar até o escritório, muito menos se vestir formalmente. O tempo que seria gasto com tais tarefas é usado de forma livre, como os funcionários desejarem.

Como li e gostei muito das duas publicações anteriores, já aguardo ansiosamente a minha cópia.