Como educar crianças feministas

Ensine-a que se você criticar X em mulheres mas não criticar X em homens, então você não tem um problema com X, mas sim um problema com mulheres.


Há nove anos, quando soube que um amigo meu ia ter um filho, dei um livro de presente para ele. Rules for My Unborn Son, ou “Regras para meu filho que ainda não nasceu” em tradução livre, possui conselhos maravilhosos mesclados com algumas poucas cagações de regras datadas e levemente preconceituosas. Essa constatação só vem com o tempo, e que bom que o pensamento evolui com as mudanças na nossa sociedade. Lembrei dele quando comecei a ler o pequeno livro de Chimamanda Ngozi Adichie chamado Para educar crianças feministas: um manifesto.

Adichie, ao ser indagada por uma amiga querendo dicas para criar sua filha de uma forma feminista, escreveu uma carta com quinze conselhos. Posteriormente, estes conselhos viraram um livro que fala de sociedade, de igualdade, e da nossa participação no questionamento dos aspectos culturais que nos envolvem.

Ainda que seja escrito com uma pequena menina na cabeça, Para educar crianças feministas: um manifesto é feito para todas as crianças, para pais e mães e, principalmente, para todas as pessoas que queiram fazer parte de um mundo melhor.

O vídeo abaixo complementa tudo que Adichie expressou no livro:

Dias Gomes: ditadura, subversão e pornografia

Após ter a peça liberada pela ditadura, Dias Gomes descobre que O berço do herói não entraria em cartaz por uma proibição explícita do governador da Guanabara, Carlos Lacerda. De acordo com Lacerda, a peça que serviu de base para Roque Santeiro era pornográfica e subversiva.

Dias depois do fato, uma nota do secretário de Segurança, coronel Gustavo Borges, foi publicada em um dos jornais da época. Dos seis tópicos que compões a justificativa para a proibição, destaca-se quão atual o segundo deles se mantém:

Pretendem, pois, autor [Dias Gomes] e empresário, usar a polícia como fato de propaganda gratuita nos jornais, induzidos sutilmente a publicarem a notícia pré-fabricada de interdição de uma pseudo-obra de arte visando a demonstrar que o “terrorismo intelectual” vem sendo aplicado pelas autoridades responsáveis pela ordem pública e pela preservação dos bons costumes. A verdade, porém, é estarem esses senhores engajados na implantação de uma “ditadura cultural”, através do abuso de liberdade democrática […]

E abaixo, uma entrevista com o autor no programa Roda Viva, em junho de 1995:

Stoner, de John Williams

“Em seu quadragésimo terceiro ano, William Stoner aprendeu o que outros, muito mais jovens que ele, haviam aprendido antes dele: que a pessoa a quem se ama no começo não é a pessoa que enfim se ama, e que o amor não é um fim, mas sim um processo através do qual uma pessoa experimenta conhecer outra.”

Stoner
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