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Para compartilhar #5: Bourdain, Rio de Janeiro e infográficos sobre o ritmo de clássicos brasileiros

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Para compartilhar #4: Facebook, feijoada e falastrões

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Meu Spotify não toca mais metal: descobertas musicais de 2018

Novo ano, mais uma nova e inútil lista de músicas que as vidas real e digital me recomendaram. São 29 músicas que pouco tem a ver exceto me fazer crer que eu tenho muito bom gosto, obrigado por reparar.

Um feliz 2019 a todo mundo!

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Para compartilhar #3: produtividade, microorganismos e por que nós todos tiramos as mesmas fotos de viagem

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Praia boa é praia rica

Marca de regata, aquela senhora toda rosada. Gente de bermuda e camiseta na água. Espetinho de camarão e salgado suspeito. Um ou outro arrombado com música alta. Vira-lata correndo na areia, bóia e colchão inflável no mar. Criança perdida e senhores de 70 anos pegando jacaré. É aqui que mora a brasilidade.

Jurerê Internacional, Leblon e a Praia Brava de Camboriú provam que a relação é diretamente proporcional: quanto mais gente sarada e bonita tiver uma praia, mais cafona e monotemática ela é.

Praia boa é praia com a fauna rica, praia com jeito de Mata Atlântica. O resto é colônia de férias de estudande de faculdade particular.

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Febre de bola

Em Fever Pitch (Febre de bola), Nick Hornby exalta não somente o seu amor pelo Arsenal, mas também pelo futebol como um todo. E é a passagem abaixo, já no finalzinho do livro, que talvez explique um pouco da emoção que esse esporte consegue prover:

None of the moments that people describe as the best in their lives seem analogous to me. Childbirth must be extraordinarily moving, but it doesn’t really have the crucial surprise element, and in any case lasts too long; the fulfillment of personal ambition — promotions, awards, what have you — doesn’t have the last-minute time factor, nor the element of powerlessness that I felt that night. And what else is there that can possibly provide suddenness? A huge pools win, maybe, but the gaining of large sums of money affects a different part of the psyche altogether, and has none of the communal ecstasy of football.

There is then, literally, nothing to describe it. I have exhausted all the available options. I can recall nothing else that I have coveted for two decades (what else is there that can reasonably be coveted for that long?), nor can I recall anything else that I have desired as both man and boy. So please, be tolerant of those who describe a sporting moment as their best ever. We do not lack imagination, nor have we had sad and barren lives; it is just that real life is paler, duller, and contains less potential for unexpected delirium.

E na tradução de Christian Schwartz, na edição da Companhia das Letras:

Nada do que as pessoas descrevem como os melhores momentos da vida me parece comparável. O nascimento de uma criança deve ser extraordinariamente emocionante, mas não tem, na verdade, o elemento surpresa, tão crucial, e de qualquer maneira dura tempo demais; atingir um objetivo pessoal — uma promoção, um prêmio, seja lá o que for — não acontece no último minuto, nem carrega a sensação de impotência que eu tinha naquela noite. E que outra coisa existe por aí que seja tão repentina? Acertar o prêmio acumulado na loteria, talvez, mas ganhar uma bolada em dinheiro mexe com uma parte totalmente diferente da psique, e falta, nesse caso, o êxtase coletivo do futebol.

Não há nada, portanto, capaz de descrever como é. Exauri todas as possibilidades. Não consigo lembrar mais nada que eu tenha cobiçado por duas décadas (que outra coisa alguém cobiçaria por tanto tempo?), tampouco algo mais que eu tenha desejado tanto em criança como na idade adulta. Então, por favor, sejam tolerantes com aqueles que reputam um momento esportivo como o melhor da vida. Não é que nos falte imaginação, nem que nossas vidas tenham sido tristes e improdutivas; é só que a vida real tem menos cor, é mais chata e contém potencial menor pra um delírio inesperado.

Aproveitando, mas que juiz pau no cu que é esse Michael Oliver.

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Música

O ano é 2018, mas o comprometimento é do ano passado: as descobertas musicais de 2017

Pra comemorar um ano tão estranho que até o Foo Fighters lançou disco bom, segue mais uma lista com belas descobertas feitas no último movimento de translação terrestre completo. Agradeço mais uma vez ao Spotify, aos meus amigos e amigas de gosto musica refinado e, claro, ao Shazam, que me salva sempre que preciso.

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Música

25 anos de 1992 🎵

Vídeos com estética duvidosa, Sharon Stone, Máquina Mortífera 3 e Bon Jovi de cabelo curto: bem-vindos e bem-vindas ao ano de 1992.

São mais de 40 músicas, hoje completando um quarto de século, distribuídas em três horas de som. Para cada música potencialmente boa que deixei de fora, me comprometi a adicionar algum lixo que eu adoro. De nada.

Ah, 1992 também foi o ano que o Ozzy prometeu nunca mais entrar em turnê.

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Para compartilhar #2

O single de Come as You Are lançado pela Folha gratuitamente

Em 1992, o jornal Folha de S.Paulo presenteou os seus assinantes com um disco de uma banda até então desconhecida. Num domingo daquele ano, os fiéis leitores receberam junto com a edição do diário um vinil de um tal de Nirvana. E, veja bem, não era o Nevermind, disco lançado em setembro do ano anterior, que já estava bombando na gringa. Era “Come As You Are”, segundo single daquele álbum. O presentinho foi feito em vinil. EM VINIL.

Baita reportagem da Vice sobre uma história que nem eu, viciado da porra, sabia sobre a banda.

Neutralidade da rede garantida no Brasil?

De acordo com o NIC.br, o fim da neutralidade da rede nos Estados Unidos não deve gerar consequências ao Brasil. Resta garantir que o Marco Civil se mantenha de pé mesmo com tentativas de flexibilização sendo propostas pelas teles.

Para mais informações, recomendo também o site Direitos na Rede.

Quanto ganha um magistrado?

Um rapaz muito bacana extraiu os contracheques de todos os magistrados disponíveis no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e gerou um arquivo CSV que mostra que algun dos salários chegam a mais de R$ 100 mil.

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Oswaldo Oliveira entregou a experiência

A gente recebe a vida e entrega a experiência. Essa que é a nossa relação com o universo.

E a gente vem programado pra viver uma experiência que vai gerar uma entrega pro universo única. Que só a gente, por ser único, vai ter aquela experiência de vida.

É meio como se o universo falasse assim: “Olha, tamo precisando de você. Você precisa ir lá pra, com essa configuração, viver tal coisa e incorporar esse aprendizado em nós”. O universo aprende através da gente.

A hora que você você tá deconexo disso, você tá desconexo do universo.

Conheci o Oswaldo através de uma oficina que ele deu em Curitiba, e compartilhei um pouco sobre o que aprendi com ele em dois momentos. As palavras e os conceitos às vezes demoram pra fazer sentido, tamanha a abstração necessária, mas espero que os textos ajudem a entender um pouco da ideia por trás desse empreender-se em rede:

Oswaldo, que faleceu há poucos dias, foi uma grande inspiração para diversas pessoas e projetos. Foi embora, mas entregou sua experiênca. E como ele disse em outra oportunidade, “e assim a vida segue, tendo como única constante a transformação”.