25 anos de 1992 🎵

Vídeos com estética duvidosa, Sharon Stone, Máquina Mortífera 3 e Bon Jovi de cabelo curto: bem-vindos e bem-vindas ao ano de 1992.

São mais de 40 músicas, hoje completando um quarto de século, distribuídas em três horas de som. Para cada música potencialmente boa que deixei de fora, me comprometi a adicionar algum lixo que eu adoro. De nada.

Ah, 1992 também foi o ano que o Ozzy prometeu nunca mais entrar em turnê.

Para compartilhar #2

O single de Come as You Are lançado pela Folha gratuitamente

Em 1992, o jornal Folha de S.Paulo presenteou os seus assinantes com um disco de uma banda até então desconhecida. Num domingo daquele ano, os fiéis leitores receberam junto com a edição do diário um vinil de um tal de Nirvana. E, veja bem, não era o Nevermind, disco lançado em setembro do ano anterior, que já estava bombando na gringa. Era “Come As You Are”, segundo single daquele álbum. O presentinho foi feito em vinil. EM VINIL.

Baita reportagem da Vice sobre uma história que nem eu, viciado da porra, sabia sobre a banda.

Neutralidade da rede garantida no Brasil?

De acordo com o NIC.br, o fim da neutralidade da rede nos Estados Unidos não deve gerar consequências ao Brasil. Resta garantir que o Marco Civil se mantenha de pé mesmo com tentativas de flexibilização sendo propostas pelas teles.

Para mais informações, recomendo também o site Direitos na Rede.

Quanto ganha um magistrado?

Um rapaz muito bacana extraiu os contracheques de todos os magistrados disponíveis no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e gerou um arquivo CSV que mostra que algun dos salários chegam a mais de R$ 100 mil.

Oswaldo Oliveira entregou a experiência

A gente recebe a vida e entrega a experiência. Essa que é a nossa relação com o universo.

E a gente vem programado pra viver uma experiência que vai gerar uma entrega pro universo única. Que só a gente, por ser único, vai ter aquela experiência de vida.

É meio como se o universo falasse assim: “Olha, tamo precisando de você. Você precisa ir lá pra, com essa configuração, viver tal coisa e incorporar esse aprendizado em nós”. O universo aprende através da gente.

A hora que você você tá deconexo disso, você tá desconexo do universo.

Conheci o Oswaldo através de uma oficina que ele deu em Curitiba, e compartilhei um pouco sobre o que aprendi com ele em dois momentos. As palavras e os conceitos às vezes demoram pra fazer sentido, tamanha a abstração necessária, mas espero que os textos ajudem a entender um pouco da ideia por trás desse empreender-se em rede:

Oswaldo, que faleceu há poucos dias, foi uma grande inspiração para diversas pessoas e projetos. Foi embora, mas entregou sua experiênca. E como ele disse em outra oportunidade, “e assim a vida segue, tendo como única constante a transformação”.

Para compartilhar, parte 1

Sharing is caring, na falta de uma boa tradução para o português. É importante que conteúdo de qualidade circule do lado de fora desse condomínio chamado Facebook.


Liberais além da economia

Joel Pinheiro da Fonseca é um economista e filósofo liberal que, diferente dos outros que se rotulam assim (alô, MBL), faz neste vídeo comentários esclarecedores sobre o que é ser liberal além do espectro econômico. O seu canal no YouTube também está recheado de conteúdos interessantes sobre o cenário político atual.

Cota parlamentar

A galera da Operação Serenata de Amor explica, neste texto, um pouco mais sobre a cota parlamentar, por que ela é necessária e, o mais importante, por que ela precisa ser fiscalizada de perto a fim de evitar o mau uso do dinheiro público.

Uma reportagem do Fantástico explicou como a Serenata de Amor funciona. E se você se interessa por código, não deixe de visitar o repositório do grupo no GitHub.

Vida e obra de mim mesmo

Há amigos que dizem que nada melhor para um humorista do que viver em uma época ridícula. Eu penso o contrário. Nada pior do que ter a competição com a realidade. É impossível competir quando há uma eleição para presidente em que uma das opções pode ser o Doctor Rey.

O Almanaque Brasil entrevistou Ricardo Coimbra, cartunista e ser negativo, sobre política, influências e sua facilidade em passar pro papel os piores lados da esquerda e da direita.

Por sinal, o site do Almanaque Brasil, feito com o WordPress.com, foi uma boa descoberta!

Kurt Cobain e Dave Grohl em pequeno show acústico

Que coisa maravilhosa. O vídeo original foi derrubado, mas já está disponível em alguns outros links.

Antigos direitos no Brasil atual

Em seu livro O povo brasileiro, Darcy Ribeiro explica sobre a criação de nosso país, nosso processo sociocultural e como os mais variados brasileiros, do caboclo ao sertanejo, ainda dão forma ao povo que vive aqui.

Ribeiro também faz questão de exemplificar, em diversos momentos, como ações tomadas séculos atrás ainda repercutem negativamente em nossa sociedade. E principalmente, como aquilo que antigamente víamos como “direito” segue sendo clamado como tal até hoje.


José Honório Rodrigues cita uma quadra, cantada em 1823 pelos insurgentes de Pernambuco, que opunha os marinheiros (reinóis) e caiados (brancos) aos pardos e pretos:

Marinheiros e caiados
Todos devem se acabar
Porque os pardos e pretos
O país hão de habitar

O país já habitavam; sua aspiração era mandar. Era refazer a ordenação social segundo seu próprio projeto. É fácil imaginar e está bem documentado o pavor pânico provocado por essas expressões de insurgência dos pretos e dos pardos, ensejadas por sua participação nas lutas políticas. As classes dominantes viam nela a ameaça iminente de uma “guerra de castas” violenta e terrível pelo ódio secularmente contido que faria explodir na forma de convulsões sociais sangrentas.

E, a seus olhos, tão mais terrível porque qualquer debate ou redefinição da ordem vigente conduziria, fatalmente, a colocar em questão as duas constrições fundamentais: a propriedade fundiária e a escravidão.


O Facebook te entende: Usain Bolt me oferecendo Advil

Uma recente matéria do Tecnoblog traz mais uma vez algum bacanão do Facebook dizendo que a rede social não fica bisbilhotando a sua vida, e que toda a propaganda que você julga direcionada não passa de teoria da conspiração ou, em menor escala, um alinhamento oportuno dos astros.

Lembrei então que tinha feito uns prints da primeira vez que a rede social mais arrombada do mundo resolveu me recomendar, durante um papo com o meu pai entre um e outro jogo de futebol na TV, um produto que poderia acabar com as minhas dores pós-exercício:

Pois é.

Meu pai, após falar Advil umas quinze vezes na frente do meu telefone, aparentemente invocou o Usain Bolt e o seu medicamento número um.

Como tudo é aprendizado, amigos e amigas, se você estiverem com dor de cabeça, dor nas costas, dor muscular, cólica menstrual ou gripe, saibam que esse é o remédio ideal. E que o Facebook, claro, não usa seu microfone para direcionar anúncios.

Eu nunca tinha usado a palavra Advil na minha vida, porra.

Not dead and not for sale

Na época de Core, o primeiro disco do Stone Temple Pilots, Scott Weiland foi tido como uma versão meia-bomba do Eddie Vedder. A real é que tanto Weiland quanto a banda sempre foram mais versáteis que uns quinze Pearl Jam combinados. As composições fora de série dos irmãos DeLeo ficavam ainda mais maravilhosas sob o comando de um vocalista tão versátil e carismático.

Scott Weiland faria hoje 50 anos. Um dos maiores frontmen que já tive a felicidade de ver ao vivo, e mais um que merece todas as reverências possíveis.

Álbuns clássicos no Paint

Graças ao anúncio da Microsoft sobre aposentar o Paint, o criador do Public Collectors, Marc Fischer, compartilhou novamente sua compilação de capas de discos feitas usando o MS Paint e outros programas similares. Oriundas de fóruns antigos de sites de música, a coleção disponível no Flickr é extensa e conta com muitas ilustrações bacanas.

E o pior é que a Microsoft nem bem anunciou o fim do Paint e já voltou atrás.

Veja o álbum completo no Flickr, além de mais coisas bacanas no Public Collectors.

 

Playa del Carmen é top? É top sim

Playa foi a razão de eu ter ido ao México. Foi lá que encontrei meus amigos da firma, e de lá trabalhamos uma semana juntos. Quase todos voltaram; ficamos Charlie, que foi pra Cuba alguns dias depois, e eu, que queria aproveitar pra conhecer um pouco mais do país.

Por causa do seu tamanho, custo de vida razoável e uma localização privilegiada, bem próxima ao aeroporto de Cancun, Playa atraiu muitos gringos. Enquanto alguns americanos usam o México como colônia de férias durante o inverno nos EUA, outros extrangeiros resolveram ficar para sempre na península de Yucatan. Hoje, Playa possui quase 150 mil habitantes e cresce rapidamente devido aos grandes empreendimentos, maravilhosas praias e algumas lojas de gosto duvidoso.

O contraste entre o calçadão da quinta avenida – centenas de bares, restaurantes e lojas de souvenirs – e o resto da cidade é gritante, e te faz perceber como um local pode mudar tanto em questão de duas ou três quadras. Quando não se tem a oportunidade de ficar mais tempo por ali, acaba-se perdendo de conhecer o dia-a-dia mais relaxado de uma cidade que, se olhada da quinta avenida, parece viver apenas para o turismo frenético.

La Bodeguita del Medio, um restaurante cubano em terras mexicanas
La Bodeguita del Medio, um restaurante cubano em terras mexicanas

Tentando criar uma rotina

Pra mim, que iria trabalhar viajando, ficar poucos dias na cidade não era uma opção. Com o trabalho consumindo boa parte do tempo, pular de cidade em cidade é pedir para cansar em instantes. Criei, então, uma pequena rotina: passear pela praia e pela cidade, tentar ser profissionalmente útil e achar o melhor ceviche da região.

O Nest, um espaço de coworking bem bacana, me ajudou a ser profissionalmente útil. Com uma internet confiável, dois Schnauzers engraçados, guloseimas à vontade e a duas quadras do mar, é de lá que a gringaiada vai trampar quando não quer se aventurar pelos cafés que, apesar de bons, muitas vezes não te garantem a conexão que o trabalho remoto talvez lhe exija no momento.

Locomover-se por Playa é tranquilo; as ruas pulam de duas em duas (ruas 36, 38 e 40) enquanto as avenidas de cinco em cinco. Alugar uma bicicleta é então a melhor forma de conhecer boa parte da cidade. Além disso, pode-se também facilmente encontrar motos e carros, geralmente usados para trajetos que envolvam conhecer regiões próximas como as ruínas de Chichen Itza e Cobá, Akumal, Tulum e os inúmeros cenotes.

Vendedor em Chichén Itzá
Huevos motuleños, um prato tipicamente yucateco
Huevos motuleños, um prato tipicamente yucateco

Na três semanas que fiquei por lá, um dos meus lugares favoritos foi o complexo de esportes Mario Villanueva Madrid, na décima avenida. que conta com um grande campo de futebol, uma pista de atletismo e quadras de basquete e tênis. Lá, toda a noite é possível correr, fazer aulas de dança, entrar pra um grupo de crossfiteiros ou até mesmo somente sentar nas arquibancadas para acompanhar toda a movimentação.

Playa é infestada de comida boa, para os mais variados bolsos, então é possível não repetir restaurantes se assim seu coração mandar. Foi lá também que descobri que no México se fazem sucos enormes por quantidades irrisórias de dinheiro, e que comer feijão e todo o tipo de gordura no café da manhã é a lei.

Jurerê Internacional é logo ali

Pra quem tem o costume de aceitar drogas de estranhos em países com um certo renome no assunto, Playa não vai decepcionar. Para isso, basta riscar duas das três opções abaixo:

  • Ter cara de turista
  • Estar em grupo
  • Estar sozinho

Ter muita cara de drogado pode também ajudar, mas não acho que seja pré-requisito. A pressão é grande, especialmente perto das baladas, então é bom ficar ligado: quando vir alguém de longe a lhe encarar, já vá preparando o seu gracias que a oferta do pó colombiano vem aí.

Algumas praias também tem os famigerados beach clubs, que nada mais são do que espreguiçadeiras e guarda-sóis todos iguais que você pode alugar pra ficar tranquilão na selfie. Você pode também só sentar na areia, de graça, mas talvez você pareça meio pobre.

Se você não liga, sem problemas: a rede de conveniências Oxxo vende isopores baratinhos pra você entupir de gelo e cerveja e ser feliz. Porém, se locais com muita gente e música meia-boca não lhe interessam, recomendo evitar o Mamitas e os demais beach clubs, todos bem no miolo de Playa. Tanto ao norte quanto ao sul você poderá encontrar praias bem bacanas e mais tranquilas pra aproveitar.


Dicas gerais

Dólares ou pesos mexicanos?

Se você possuir dólares, leve esses dólares. Veja a cotação do peso mexicano no Brasil, pois dependendo do estabelecimento, cada dólar em Playa pode valer algo entre 16 e 20 pesos. Creio que quase sempre será um negócio melhor usar as verdinhas americanas.

Como se locomover

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Playa, a partir da 30ª avenida, é um pouco intensa no trânsito. Dela pra baixo, no entanto, é fácil se locomover seja a pé, com uma bicicleta ou uma scooter. Alugar bicicleta é um pouco caro (US$ 10 / dia), então talvez valha a pena até mesmo comprar uma se você for ficar mais tempo. É possível comprar bikes novas por uns 1000 pesos; depois, dá pra vender rapidinho em um dos grupos de classificados de Playa no Facebook.

Carros e motos pequenas são alugados facilmente (a partir de US$ 20 o dia) e podem ser usados para passear pelas cidades vizinhas.

Você pode também usar os colectivos, pequenas vans que te levam a qualquer lugar por um valor bem justo.

Ao redor

Cozumel, Akumal, Yal Ku, Puerto Morelos, Tulum, os cenotes e as ruínas de Chichen Itza e Cobá são alguns dos inúmeros lugares que você pode conhecer em volta.

Você pode encontrar mais outras dicas no Travel Yucatan e no Everything Playa del Carmen, dois sites recheados de informações sobre a região.

Comidas

A quinta e a décima avenidas tem um pouco de tudo e você não vai ter dificuldades em encontrar algo que lhe agrade. Porém, se quiser preços um pouco mais tranquilos, é melhor comer a partir da 15ª, onde começam a aparecer os restaurantes mais locais. A 30ª avenida, inclusive, possui um bom número de opções.

Trabalhando

Se você procura um coworking, o mais central deles é o Nest. Apesar de um pouco caro, pode ser ideal para viajantes que precisem de uma rotina. Café e algumas comidinhas à vontade podem ajudar a compensar o preço.

O café ChouChou também é uma ótima opção. Além de muito bacana, o café tem bons pontos de energia para conectar seu computador.

Há mais algumas boas dicas de lugares para trabalhar no Workfrom.

Comprando lembranças

Quase todos os diferentes tipos de artesanato chegam na cidade. Dos alebrijes de Oaxaca, passando pela cultura têxtil de Chiapas aos trabalhos em obsidiana feitos perto de Teotihuacan, tudo pode ser comprado diretamente em Playa.

A quinta avenida é repleta de casas de souvenirs. Fuja das grandes lojas, as com o preço etiquetado, e tente encontrar aquelas que vão lhe permitir pechinchar.

Apanhado de links

Abaixo, uma lista de referências que me auxiliaram na viagem. Espero que ajudem você também.