O Last.fm, em sua retrospectiva, disse que eu tenho ouvido menos músicas que nos anos anteriores. Em comparação com 2024, por exemplo, os dados afirmam que eu ouvi 54% menos faixas. Discos tiveram uma queda de 61%.
Minha teoria é que muito do meu hábito musical migrou para o YouTube. Primeiro, como substituto musical direto do Spotify (por bons motivos), mas também ao simplesmente trocar o ouvir música por assistir a vídeos. O que antes era uma questão pontual, deixar um vídeo no fundo enquanto trabalho se tornou parte do meu dia, e acho que no final de ano colhi alguns amargos frutos graças à atenção dividida. Mas isso é papo pra outro momento.
Um segundo motivo, ainda que mais brando, foi seguir no analógico — no meu caso, gastando os vinis que tenho. A seleção do Noize Record Club em 2024-2025 foi boa, então nada melhor também do que prestigiar um disco físico.
De qualquer forma, segue a lista do que mais tocou na minha vida digital em 2025:

- Astral Signal, Gene Harris
- Feathers, Dead Meadow
- In Rainbows, Radiohead
- Y’Y, Amaro Freitas
- Pieces of a Man, Gil Scott-Heron
- The Making Of Five Leaves Left, Nick Drake
- Fear of a Black Planet, Public Enemy
- Music / The Lost Singles, Bang
- Três, hoovaranas
- Natiruts Acústico no Rio de Janeiro, Natiruts
- Goo, Sonic Youth
- Ashes to Ashes (Live at Hellfest 2022), Blind Guardian
- Black Focus, Yussef Kamaal
- Jalamanta (Remixed and Remastered), Brant Bjork
- Pra você, Ilza, Hermeto Pascoal
- Power of Soul, Idris Muhammad
- Nell’ Ora Blu, Uncle Acid & the Deadbeats
- Antiphon, Alfa Mist
- Journey in Satchidananda, Alice Coltrane
- Devaneio, Ema Stoned
- Into Submission (Re:Mission), Astroqueen
- Turn This Mutha Out, Idris Muhammad
- Água do Céu – Pássaro, Ney Matogrosso
- Mandylion, The Gathering
- Load (Remastered Deluxe Box Set), Metallica
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