Stoner, de John Williams

“Em seu quadragésimo terceiro ano, William Stoner aprendeu o que outros, muito mais jovens que ele, haviam aprendido antes dele: que a pessoa a quem se ama no começo não é a pessoa que enfim se ama, e que o amor não é um fim, mas sim um processo através do qual uma pessoa experimenta conhecer outra.”

Stoner
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Para compartilhar #5: Bourdain, Rio de Janeiro e infográficos sobre o ritmo de clássicos brasileiros

How to Live, According to Anthony Bourdain

We are, after all, citizens of the world—a world filled with bacteria, some friendly, some not so friendly. Do we really want to travel in hermetically sealed popemobiles through the rural provinces of France, Mexico, and the Far East, eating only in Hard Rock Cafés and McDonald’s? Or do we want to eat without fear, tearing into the local stew, the humble taqueria’s mystery meat, the sincerely offered gift of a lightly grilled fish head? I know what I want. I want it all. I want to try everything once.


Um apanhado de pequenas citações de Anthony Burdain sobre alimentação, viagens e diferentes perspectivas para a vida.


Meet Rio de Janeiro’s Sandcastle King Who Has Avoided Rent for 22 Years

A história de Marcio Mizael Matolias, também conhecido como Rei Marcio, que mora dentro do seu castelo de areia na Barra da Tijuca.


O ritmo e o estilo de diferentes obras literárias brasileiras

Jorge Amado, Clarice Lispector, Machado de Assis: o fluxo e o ritmo da escrita de diversos autores brasileiros.


Há 40 anos, roubaram uma rua em Botafogo

Assim, o caminho deixou de ser uma continuação da atual rua Nelson Mandela e passou a ser um canteiro de obras para a construção do metrô, que durou de 1975 até 1978 – o metrô foi inaugurado apenas em 1981. O canteiro era formado por dois terrenos, ao lado, e a antiga rua, que espremida no meio deles, nem tinha uma extensão tão grande: cerca de 100 metros. Era para ser um percalço temporário. Os moradores do bairro atravessam um hortifrúti em um prédio vizinho para passar a quadra. O metrô ficou pronto, e nada da rua voltar a ser rua.


Guitarist Has Brain Surgery, and Strums All the Way Through

The technique, known as “awake craniotomy,” allows doctors to operate on delicate areas of the brain — like the right frontal lobe, the site of Mr. Manzini’s tumor — without causing damage. Presumably, had he hit a wrong note, it would have been an immediate signal for the surgeons to probe elsewhere.

Este é um post da série “Para compartilhar”, que conta com leituras e dicas interessantes.

Veja todos os posts da série.

Para compartilhar #4: Facebook, feijoada e falastrões

The Yin-Yang of Fortune and Misfortune: Alan Watts on the Art of Learning Not to Think in Terms of Gain and Loss

Mais um texto de um dos meus sites favoritos, o Brain Pickings, sobre Allan Watts e sua relação com perdas e ganhos.


Um medalhão em Saramandaia

Neste artigo da Época, o autor Luiz Antonio Simas traça um paralelo entre o chanceler Ernesto Araújo e Janjão, personagem de Machado de Assis.


Bertrand Russell’s 10 Commandments for Living in a Healthy Democracy

Nunca tente desencorajar o pensamento, pois você vai conseguir. Bertrand Russell, autor de A conquista da felicidade, dá seus mandamentos para uma democracia sadia.


O que vai mudar nas nossas vidas com a LGPD?

Em agosto de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira (LGPD) entrará em vigor. O que muda pra gente?


Livro conta a viagem de jovens cariocas que correram o mundo de jipe em 1957

A história de três amigos que viajaram o mundo inteiro, cruzando todo o continente africado nos anos 50 a bordo de um Jeep.


Facebook’s ’10 Year Challenge’ Is Just a Harmless Meme—Right?

Como que um simples meme pode ajudar a treinar algoritmos em reconhecimento facial e prever o envelhecimento dessas pessoas.


O dia em que os músicos mais pirados do país se reuniram para bater uma feijoada

Ney Matogrosso, Jards Macalé, Arnaldo Baptista e demais músicos se reuniram, a convite do Joelho de Porco, para uma feijoada do meio da Avenida Paulista.

Para compartilhar #3: produtividade, microorganismos e por que nós todos tiramos as mesmas fotos de viagem

Scientists identify vast underground ecosystem containing billions of micro-organisms

Results of the 10-year study suggest 70% of bacteria and archaea exist in the subsurface of the Earth.

Why We All Take the Same Travel Photos

With 7.4 million people crammed into its 426 square miles, Hong Kong can be overwhelming to tourists. But now an app tells you exactly what to see—or, more…

What is Productivity Guilt? (And How Can You Prevent It?)

You should really exercise four times per week. Not just jogging though, high-intensity interval training. And do intermittent fasting. And drink two gallons of…

Praia boa é praia rica

Marca de regata, aquela senhora toda rosada. Gente de bermuda e camiseta na água. Espetinho de camarão e salgado suspeito. Um ou outro arrombado com música alta. Vira-lata correndo na areia, bóia e colchão inflável no mar. Criança perdida e senhores de 70 anos pegando jacaré. É aqui que mora a brasilidade.

Jurerê Internacional, Leblon e a Praia Brava de Camboriú provam que a relação é diretamente proporcional: quanto mais gente sarada e bonita tiver uma praia, mais cafona e monotemática ela é.

Praia boa é praia com a fauna rica, praia com jeito de Mata Atlântica. O resto é colônia de férias de estudande de faculdade particular.

Febre de bola

Em Fever Pitch (Febre de bola), Nick Hornby exalta não somente o seu amor pelo Arsenal, mas também pelo futebol como um todo. E é a passagem abaixo, já no finalzinho do livro, que talvez explique um pouco da emoção que esse esporte consegue prover:

None of the moments that people describe as the best in their lives seem analogous to me. Childbirth must be extraordinarily moving, but it doesn’t really have the crucial surprise element, and in any case lasts too long; the fulfillment of personal ambition — promotions, awards, what have you — doesn’t have the last-minute time factor, nor the element of powerlessness that I felt that night. And what else is there that can possibly provide suddenness? A huge pools win, maybe, but the gaining of large sums of money affects a different part of the psyche altogether, and has none of the communal ecstasy of football.

There is then, literally, nothing to describe it. I have exhausted all the available options. I can recall nothing else that I have coveted for two decades (what else is there that can reasonably be coveted for that long?), nor can I recall anything else that I have desired as both man and boy. So please, be tolerant of those who describe a sporting moment as their best ever. We do not lack imagination, nor have we had sad and barren lives; it is just that real life is paler, duller, and contains less potential for unexpected delirium.

E na tradução de Christian Schwartz, na edição da Companhia das Letras:

Nada do que as pessoas descrevem como os melhores momentos da vida me parece comparável. O nascimento de uma criança deve ser extraordinariamente emocionante, mas não tem, na verdade, o elemento surpresa, tão crucial, e de qualquer maneira dura tempo demais; atingir um objetivo pessoal — uma promoção, um prêmio, seja lá o que for — não acontece no último minuto, nem carrega a sensação de impotência que eu tinha naquela noite. E que outra coisa existe por aí que seja tão repentina? Acertar o prêmio acumulado na loteria, talvez, mas ganhar uma bolada em dinheiro mexe com uma parte totalmente diferente da psique, e falta, nesse caso, o êxtase coletivo do futebol.

Não há nada, portanto, capaz de descrever como é. Exauri todas as possibilidades. Não consigo lembrar mais nada que eu tenha cobiçado por duas décadas (que outra coisa alguém cobiçaria por tanto tempo?), tampouco algo mais que eu tenha desejado tanto em criança como na idade adulta. Então, por favor, sejam tolerantes com aqueles que reputam um momento esportivo como o melhor da vida. Não é que nos falte imaginação, nem que nossas vidas tenham sido tristes e improdutivas; é só que a vida real tem menos cor, é mais chata e contém potencial menor pra um delírio inesperado.

Aproveitando, mas que juiz pau no cu que é esse Michael Oliver.

O ano é 2018, mas o comprometimento é do ano passado: as descobertas musicais de 2017

Pra comemorar um ano tão estranho que até o Foo Fighters lançou disco bom, segue mais uma lista com belas descobertas feitas no último movimento de translação terrestre completo. Agradeço mais uma vez ao Spotify, aos meus amigos e amigas de gosto musica refinado e, claro, ao Shazam, que me salva sempre que preciso.

25 anos de 1992 🎵

Vídeos com estética duvidosa, Sharon Stone, Máquina Mortífera 3 e Bon Jovi de cabelo curto: bem-vindos e bem-vindas ao ano de 1992.

São mais de 40 músicas, hoje completando um quarto de século, distribuídas em três horas de som. Para cada música potencialmente boa que deixei de fora, me comprometi a adicionar algum lixo que eu adoro. De nada.

Ah, 1992 também foi o ano que o Ozzy prometeu nunca mais entrar em turnê.