O Facebook te entende: Usain Bolt me oferecendo Advil

Uma recente matéria do Tecnoblog traz mais uma vez algum bacanão do Facebook dizendo que a rede social não fica bisbilhotando a sua vida, e que toda a propaganda que você julga direcionada não passa de teoria da conspiração ou, em menor escala, um alinhamento oportuno dos astros.

Lembrei então que tinha feito uns prints da primeira vez que a rede social mais arrombada do mundo resolveu me recomendar, durante um papo com o meu pai entre um e outro jogo de futebol na TV, um produto que poderia acabar com as minhas dores pós-exercício:

Pois é.

Meu pai, após falar Advil umas quinze vezes na frente do meu telefone, aparentemente invocou o Usain Bolt e o seu medicamento número um.

Como tudo é aprendizado, amigos e amigas, se você estiverem com dor de cabeça, dor nas costas, dor muscular, cólica menstrual ou gripe, saibam que esse é o remédio ideal. E que o Facebook, claro, não usa seu microfone para direcionar anúncios.

Eu nunca tinha usado a palavra Advil na minha vida, porra.

“Por que a privacidade é importante”, por Glenn Greenwald

https://embed-ssl.ted.com/talks/lang/pt-br/glenn_greenwald_why_privacy_matters.html

É igualmente fundamental o fato de que o nível de liberdade de um sociedade não está em como ela trata seus cidadãos bons, obedientes e submissos, mas em como ela trata seus dissidentes e aqueles que resistem ao ortodoxo.

Os smartphones e a cultura da distração

Há alguns meses, tive meu telefone furtado. É que às terças jogo futebol, e numa dessas terças o meu velho celular era o encarregado de marcar o tempo. Só fui lembrar dele em casa, uma hora depois, quando percebi que o desgraçado não estava na minha mochila. “Coisas da vida”, como disse o camarada Kurt Vonnegut.

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