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Criando colunas condicionais de widgets com o Foundation

Widgets podem ser incômodos quando devem funcionar como colunas de informação. Pense em um rodapé que, por sua escolha, acomode também uma área de widgets. Você pode definir que o seu rodapé tratará 4 widgets em colunas, declarando cada um deles com 25% do tamanho total da sua área. Basta que ninguém adicione um quinto elemento ou, pior, remova um desses widgets, deixando aquela irregularidade desgraçada na tela. Você pode também usar uma biblioteca como o Masonry (o tema Twenty Thirteen usava ela, não?), mas será que seria necessário? Obviamente, existem formas mais suaves de se fazer isso.

Resolvi abordar o Foundation aqui pela oportunidade atual. Pretendo porém, num próximo artigo, mostrar como é possível fazer esses condicionais sem depender de um framework como ele ou o Bootstrap.

Basicamente, o que a solução faz é adicionar classes específicas aos widgets (usando a global $wp_registered_widgets) que atendam a determinadas condições. Ao contar o número de widgets em uma sidebar – que chamo aqui de widget areas –, adicionamos uma série de outras classes que irão controlar o posicionamento dos widgets. A única exceção fica por conta da minha única sidebar de verdade, chamada de sidebar-main: nela, widgets em colunas não são necessários.

Você pode até mesmo definir que, em uma certa sidebar, seus widgets fiquem com colunas de tamanhos diferentes. No meu caso, não exemplificado no gist abaixo, acabei jogando essa assimetria quando minha sidebar possuía apenas dois widgets. Assim, a primeira coluna ficou com uma largura maior (.medium-8) e a segunda preencheu o resto do grid do Foundation (.medium-4). O resultado é interessante justamente por fugir dos blocos de informação com tamanhos idênticos .

Um pequeno detalhe: esta solução irá, a princípio, gerenciar layouts em coluna quando o número de widgets na área for de no máximo seis, sem incluir o 5º. Para números maiores que seis, os widgets ficarão em sua própria linha. Isso, claro, também pode ser melhorado.

<?php
/**
* Loop through widget areas and add custom classes for each one of them
*
* @link http://colourstheme.com/2015/03/add-class-to-first-and-last-widget/ Reference #1
* @link https://gist.github.com/slobodan/6156076 Reference #2
*/
function fltnt_add_widget_custom_classes() {
global $wp_registered_widgets;
// Find those widgets
$sidebars = wp_get_sidebars_widgets();
if ( empty ( $sidebars ) ) {
return;
}
// Loop through each widget area
foreach ( $sidebars as $sidebar_id => $widgets ) {
// Our main sidebar doesn't need additional classes
if ( 'sidebar-main' == $sidebar_id ) {
continue;
}
// Get the number of widgets on the sidebar
$number_of_widgets = count( $widgets );
foreach ( $widgets as $i => $widget_id ) {
$widget_classes = '';
$widget_position = ( $i + 1 );
// Add a class for widget position
$widget_classes .= ' widget-position-' . $widget_position;
// Add a class for the total number of widgets in this widget area
$widget_classes .= ' widget-count-' . $number_of_widgets;
// Add first widget class
if ( 1 == $widget_position ) {
$widget_classes .= ' widget-first';
}
// Add last widget class
if ( $number_of_widgets == $widget_position ) {
$widget_classes .= ' widget-last';
}
// Add specific Foundation classes for layouts with, respectively, 6, 4, 3 or 2 columns
if ( 6 == $number_of_widgets ) {
$widget_classes .= ' medium-2';
}
elseif ( 4 == $number_of_widgets ) {
$widget_classes .= ' medium-3';
}
elseif ( 3 == $number_of_widgets ) {
$widget_classes .= ' medium-4';
}
elseif ( 2 == $number_of_widgets ) {
$widget_classes .= ' medium-6';
}
else {
$widget_classes .= ' medium-12';
}
// Add Foundation columns
$widget_classes .= ' columns';
// Save new classes into global $wp_registered_widgets
$wp_registered_widgets[$widget_id]['classname'] .= $widget_classes;
}
}
}
add_action( 'init', 'fltnt_add_widget_custom_classes' );

 

Talvez com os Block Grids também seja possível de fazer a brincadeira. A conferir.

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Prototipação com Jekyll e Foundation: um pequeno estudo para partidos políticos


Uma ótima atualização: pelo visto, o Foundation 6 virá com essa ideia já embutida


 

Uma discussão recorrente entre mim e meus amigos é a questão da prototipação de um site. Como mostrar um wireframe que reflita o uso do site? Como que essa estrutura montada pudesse ser utilizada como começo de algo real? E, para este específico caso, como fazer isso de forma aberta?

Há inúmeras ferramentas para criação de wireframes: Axure, iPlotz, Balsamiq e, mais recentemente, plataformas robustas como Macaw, Webflow e UXPin. Tive contato com algumas, já por outras eu passei batido. Em outros momentos, tentei fazer pequenos wireframes funcionais diretamente em uma estrutura de tema do WordPress com a ajuda de algum framework como Bootstrap ou Foundation e gostei do resultado — o cliente consegue ver o site tomando forma, dos tons de cinza do wireframe à aplicação da sua identidade, isso tudo usando conteúdo de verdade. Neste caso, porém, estamos tratando de um projeto menos específico.

A idéia

Comecei a trabalhar em um tema para WordPress voltado a partidos políticos. O Podemos, partido de esquerda espanhol, está sendo usado como referência; não tanto na parte técnica (o site é feito em WordPress e usa o Avada, o tema mais vendido do ThemeForest), mas nas questões de informação, abordagem ao (e)leitor, áreas de interação, financiamento coletivo e transparência das contas. Ah, e por ser de esquerda.

Não satisfeito com as ideias de wireframes de tela, pulei para algo mais palpável, por mais estranho que seja tratar um site através desse adjetivo. O GitHub, por ser o padrão hoje para desenvolvimento e colaboração com código, foi uma escolha natural. A decisão pelo Jekyll, o gerador de sites estáticos, também segue o mesmo caminho: ele é automaticamente processado pelo GitHub dentro da branch gh-pages. Para os grids e estilo base, o escolhido foi o Foundation.

Por falta de uma ideia melhor, o projeto foi publicado sob a alcunha de PRJ. Melhor que o nome, talvez, sejam alguns dos pontos positivos:

  • Funcionalidade: o wireframe é navegável e fácil de se fazer
  • Avaliação imediata do cliente: com a publicação do wireframe diretamente na branch gh-pages, as mudanças já estão disponíveis para comentários e sugestões
  • Reuso: uma estrutura e um estilo base que poderão ser replicados no próprio tema
  • Código aberto, ideias abertas: construir colaborativamente o projeto não é um objetivo, mas parte do processo

Mas nada aparece sem alguns poréns. Ainda há muito conteúdo sendo tratado como código, verdade, e eu poderia usar o Jekyll de forma mais inteligente. Ademais, existe uma certa redundância, já que eu crio páginas e atribuo a elas o layout desejado. Isso tudo, acredito eu, é uma questão de atualização do processo.

Para amanhã

Alguns possíveis próximos passos:

  • Criar um repositório para uma base que possa ser trabalhada separadamente
  • Automatizar tarefas usando um task runner. Definir tarefas de deploy da gh-pages, por exemplo, facilitaria a atualização
  • Criar uma tarefa para substituir as tags do Jekyll pelas do WordPress. Assim, elementos como {% include header.html %}{% include header.html %}{% include header.html %} poderiam, respectivamente, se tornar <?php get_header(); ?><?php get_footer(); ?><?php get_sidebar(); ?>
  • Unir no mesmo repositório wireframe e tema, usando a branch gh-pages para manter online o protótipo

Visite o projeto PJR no GitHub.