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Gerenciado por três sócios holandeses, um deles casado com uma bonita moça local que embalava sua ainda mais apaixonante filha, o lugar era bem bonito. Apesar do preço um pouco acima do padrão tailandês, a cerveja e a comida (minha primeira pizza em dois meses, se não estou mentindo) eram boas e as cinco doses de Sambuca deixaram o pequeno bar ainda mais interessante.

Estava no balcão com um casal que conhecera há alguns dias, ele desenvolvedor web, ela dona de um recém inaugurado café em Chiang Mai, ambos muito simpáticos. Com o álcool já fazendo efeito, comecei a olhar e observar as pessoas em volta. Parei na terceira mesa: nela, havia uma família ocidental – pai, mãe, dois meninos e uma menina – e na mão de cada membro dessa família um celular. Quando os vi sentados em silêncio, aquelas cinco caras brilhando, marquei o horário. É meio triste, mas já não me espanto mais em saber que pessoas conseguem, inclusive em grupo, ficar mais de quinze minutos com o pescoço pra baixo e o polegarzão comendo solto na tela.

Os filhos, não sei se eles precisam de algo; são outros tempos e, bem, outras prioridades. Para os pais, especialmente por terem vivido em uma época totalmente diferente, tenho algumas recomendações: uma chinelada ou, quem sabe, umas duas ou três doses de Sambuca.