Trabalhando de casa #1: uma introdução

Tentando criar o hábito de escrever um pouco a cada dia, nem que isso não se transforme necessariamente em algo público, resolvi compartilhar como tem sido a minha mais nova experiência: trampar de casa.

Se minhas contas não falham, já faz pouco mais de dois meses que estou trabalhando em casa. Sim, home office e tal. Antes disso, dividia com dois camaradas um escritório – que era de um deles – no centro da cidade. O valor era ótimo e a localização idem. Como estava perto de casa, podia voltar e preparar meu almoço e então voltar pra trampar. Além do mais, nesse escritório, na minha primera experiência como freelancer, eu, querendo ou não, era o meu chefe. Podia fazer meus horários, ir quando quisesse, podia sair com meu amigo Felipe à tarde pra assistirmos aos jogos da Champions. No entanto, o mais importante é que eu precisava aprender a me educar com meus afazeres.

A disciplina era necessária para tentar fugir um pouco da convenção burocrática das 8 horas de trabalho e dessa rotina que, de certa forma, também me tirou um pouco do meu antigo emprego. Eu queria aproveitar essa liberdade para ser mais produtivo em menos tempo e, como consequência, poder sair comer um pastel no meio da tarde sem ter que me preocupar com a hora que voltaria. Mas é difícil, meus amigos. É difícil demais não se deixar levar mais uma vez pelo horário comercial, pelo trabalho das 9h às 18h. Não foram raros os dias em que me peguei ficando horas e horas no escritório, remoendo coisas que talvez pudesse fazer em um terço do tempo. Todo mundo procrastina, essa é a verdade. O problema é quando a bronca e a chicotada são dadas por você mesmo; parece mais fácil fingir que nada aconteceu. E quando você se toca, está trabalhando como um assalariado, mas sem os benefícios.

No fim das contas, por uma série de questões, acabamos entregando o escritório. Meu amigo Felipe e eu continuamos trabalhando juntos na maioria dos projetos, mas hoje a dinâmica é outra. Aliás, tudo vai mudando, e essa transição para home office, na verdade, ainda está se desenvolvendo. Primeiro, porque passei parte deste ano em três cidades diferentes, tentando montar em casa um dos lugares uma rotina de trabalho que fugisse um pouco do convencional. Claro, eu me via com liberdade pra sair passear ou pra trabalhar tomando uma cerveja por causa do calor, mas ainda me pegava preso no mesmo esquema começo-de-manhã-e-lá-pelas-seis-eu-largo-tudo. Agora, que estou em casa por mais tempo, já me policio pra tentar mudar isso um pouco e, no caminho, vou tentar escrever aqui sobre como eu tenho me saído.

Por enquanto, eis algumas dicas que segui que podem ajudar você também a ir levemente melhorando a sua rotina:

Acorde cedo

Isso é um pouco subjetivo, na verdade, mas eu sou bem mais produtivo pela manhã. Talvez você também seja, mas não sabe disso. Tente acordar 15 ou 30 minutos antes, e vá aumentando semana após semana, até chegar num horário que você ache adequado (você pode usar algo como o Sleep Timing pra tentar ver o seu ciclo de sono). Nem que a sua ideia não seja trabalhar logo pela manhã, tente usar o tempo pra fazer outras coisas, como planejar as próximas horas, passear com o cachorro, sair pedalar, fazer algumas compras. O período da manhã é bem bacana, vai por mim.

Tome um café da manhã adulto

Muitos amigos meus tomam café no trabalho, já na mesa, provavelmente visitando algum site de notícias ou o Facebook. Em casa, talvez a ideia seja repetir isso, devorando um salgado e passando essas mãozinhas gordurosas no teclado. “Mas eu nunca tomei café”, alguns vão dizer. Pois bem, faça a experiência. Perca 30 minutos preparando algo que você goste. Particularmente, eu gosto de vitaminas e um pãozinho na chapa. Não importa o que seja, apenas sente e coma. Ah, e lave a louça logo depois.

Ponha uma roupa de trabalho (ou algo próximo disso)

Pode ser até uma roupa que você use pra ficar em casa, mas evite ficar de pijama pra trabalhar. Acorde, tome um banho, ponha outra roupa, tome seu café e parta pra alguma tarefa. Importante: está permitido ficar de pijama quando o tempo estiver chuvoso e você não tenha trabalhado com ele nas últimas duas ou três semanas.

Encontre um lugar bacana pra trabalhar

Se você tem espaço suficiente em casa pra evitar que seu computador fique no seu quarto, não hesite. Criar um espaço que seja exclusivo para trabalho pode ajudar. Se não houver essa possibilidade e sua única opção é aquela mesa que está bem próxima da sua cama, faça dela seu escritório. Remova todas as porcarias não importantes dela, abra as janelas do seu quarto, encha um copo com água e outro com café e faça o que precisa ser feito.

Talvez seja difícil fazer tudo de uma vez, mas aos poucos você vai ver que esses pequenos hábitos podem melhorar bastante a forma como você trabalha. Pode confiar.

A Featured Page Widget, um plugin para destacar páginas

A tela de edição e o widget já aplicado em uma sidebar
A tela de edição e o widget já aplicado em uma sidebar

Não contente com os dois ou três plugins de páginas destacadas disponíveis no repositório do WordPress – um deles chega a ter uma página de opções, que heresia –, então resolvi publicar o meu, baseado num código exaustivamente reutilizado em projetos em que trabalhei.

O plugin A Featured Page Widget nada mais é do que um widget que, basicamente, destaca uma página na sua sidebar ou em qualquer outra área registrada para esse fim, mostrando seu resumo e sua imagem destacada. Há apenas algumas opções:

  • Título do widget: se estiver vazio, será usado o título da página destacada;
  • Página: uma lista das páginas publicadas para seleção;
  • Tamanho da imagem: a lista dos tamanhos de imagem registrados no tema, havendo a opção de não mostrar thumbnail;
  • Texto do link: o texto mostrado no link que levará o usuário para a página. O padrão, em português, é Continue lendo. Se vazio, o link não será mostrado.

Você pode fazer o download do A Featured Page Widget no repositório oficial de plugins do WordPress ou também através do GitHub. Críticas e sugestões são muito apreciadas!

A gente sempre tem uns códigos legais que fica com preguiça de publicar. Que isso sirva de lição, crianças, para vocês e para mim.

P2: tradução para português do Brasil

Há uns dias, comentei sobre a mudança da lista de discussão da Comunidade WP-BR para o P2. Aproveitei, então, pra revisar a tradução feita tempos atrás pelo meu camarada Seu Felipe e adicionar as strings que estavam faltando depois das últimas atualizações do tema.

Então taí: tradução do P2 para pt_BR.

Post formats: fora do WordPress 3.6

This is a hard decision. I’ve been talking to a lot of WordPress core developers and contributors, and the overwhelming consensus is that Post Formats UI is not ready for WordPress core, and that it would be a mistake to ship it as it currently exists. We’re going to pull it out, and let it continue development as a plugin, much like MP6.

É isso aí. A nova interface para os post formats está fora do core para o lançamento do WP 3.6.

Tchau, email. Olá, P2

Após uma tentativa frustrada no final de 2009, a lista de discussão da Comunidade Brasileira de WordPress finalmente migrou. Agora, estamos usando o tema P2. Não conhece? Saca só:

Os principais objetivos eram se alinhar com o Make WordPress.org, a rede oficial de desenvolvimento, e também facilitar o acesso das pessoas às discussões da comunidade, como já acontece com os amigos de Portugal. Muito bem, agora temos o nosso Participe e, por enquanto, tá uma beleza só.

Gostaria de contribuir com a comunidade? Tire os calçados, faça seu cadastro, acompanhe as conversas e dê seus pitacos lá no Participe.

The Bike Maker

O Made by Hand é um projetos mais legais que eu costumo acompanhar. A ideia dos criadores é “promover tudo que é feito localmente, de forma sustentável e com um imenso amor pelo ofício”. Neste episódio, The Bike Maker, o quinto da série, o protagonista é Ezra Caldwell, diagnosticado com câncer em 2008.

Veja, veja todos. Um atrás do outro.

Rock stars, ninjas, gurus e jedis me envergonham um pouco

O fenômeno ainda não é muito comum entre nós, mas o mercado internacional sofre, há um bom tempo, uma avalanche de títulos esdrúxulos dentro de certas áreas digitais, especialmente as que envolvem funções criativas. São jedis, gurus, rock stars, ninjas e até alguns samurais desenvolvendo aplicações em Java, criando sites em HTML5, adaptando layouts para dispositivos móveis, gerenciando perfis em redes sociais, enfim, tentando transformar tarefas banais em pequenas epopeias.

Quando não está nos palcos, Mick Jagger gosta de desenvolver temas em WordPress
Quando não está nos palcos, Mick Jagger gosta de desenvolver temas em WordPress

Bem, a lógica é simples: você compõe músicas e ganha dinheiro com elas? Tocou hoje com sua banda em um estádio lotado de fãs? Acordou pelado com mais três pessoas na cama? Não? Então, obviamente, você não é um rock star. Pior que isso, definir-se dessa ou de alguma das outras formas já mencionadas apenas indica que algo está errado ou, no mínimo, um pouco fora do lugar. Afinal, se você realmente é o ninja do WordPress, o rock star do design, o jedi do CSS3, o samurai dos hot dogs, o Jesus do boliche, em suma, o guru do bagulho, não há necessidade alguma em reafirmar o que provavelmente todos já sabem.

Enquanto a sua reputação não falar por você, por favor, guarde o sabre de luz e o shuriken. Melhor evitar acidentes, não?